Cuidado com as reveladoras Selfies

Cuidado com as reveladoras Selfies

E o amor…
Não se ufana
1 Coríntios 13:4-7

Quem age biblicamente não se ufana. Sabe o que é ufanar? Ufanar é, em bom cearenses, se amostrar. Alguém que inveja ou que tem ciúme quer aquilo que os outros tem, mas alguém que se ufana quer mostrar pros outros o que tem.

Sabe um papagaio? Fala pelos cotovelos, não é? Pois bem, alguém que se ufana é alguém que vive a se gabar. Seria um papagaio que pensa que é um pavão. Existem muitos assim. “Falam muito” como diria o técnico Tite e revelam sua insensatez ao falarem. Às vezes conhecem alguma coisa e pensam que são mestres de tudo. Não param de falar e aí… tampem seus ouvidos ou saiam de perto. Todos nós vez por outra estamos num grupo onde alguém toma a palavra e não para de falar. “Obriga” os outros a ficarem ouvindo por vários minutos até que alguém tome a iniciativa de começar a dissolver o grupo saindo e levando outros a “darem uma volta” ou “resolverem algum problema que acabaram de lembrar”.

Conviver com alguém que vive a se amostrar é bem desagradável. Estão constantemente tirando SELFies. Adoram SELFies. Nunca uma pessoa está tão perdida quanto aquelas que “se acham”. “Se acham” tanto que se perdem muito.

Um Balão cheio de ar. Cheio de vento. Cheio de si mesmo. Vazio de Deus.

Para um cristão que conhece a Palavra e a ama isto é rejeitado. Ele não permite espaço para a soberba que se amostra. O amor de Deus é humilde, busca o interesse dos outros, considera os outros superiores a si. Um cristão de verdade não está cheio de si. Está cheio de Deus. A Bíblia diz: ”Enchei-vos do Espírito Santo” e esvaziem-se de si mesmos e sejam felizes! Como disse Paulo: Logo já não sou eu quem vive mas Cristo vive em mim.

Esvazie-se de si mesmo e encha-se do Espírito Santo de Deus que produz paz, alegria, paciência, benignidade e que elimina os ciúmes e invejas, como também, os “pavões” da sua vida.

Deus, amado, ajuda-nos a viver biblicamente olhando para nós mesmos, ouvindo cada uma das nossas palavras e atentos às nossas ações para que corrijamos nossas tolices e ufanos. Ajuda-nos a sermos simples e humildes. A sermos como Teu Filho: gentil, suave, meigo, humilde de espírito. Elimina de nós tantas e variadas Selfies.

Em Nome de teu Filho humilde, Jesus!

Vagner Lemos

A Cura para a Esclerocardia

A Cura para a Esclerocardia

Na língua grega, na qual foi escrito originalmente o Novo Testamento, há o termo “esclerocardia”, que significa dureza de coração. Várias vezes somos exortados a não endurecer o nosso coração: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação (Salmo 95.8; Hb 3.8,15; 4.7). Mas como podemos fazer isso?

O tratamento da “esclerocardia” começa com o aprendizado das Escrituras.  Quando foi questionado pelo partido religioso dos fariseus sobre a licitude do divórcio por qualquer motivo, Jesus deixou claro que a solução para os problemas da família está nas Escrituras (Mt 19.3-9). A pergunta deles tinha como objetivo testar Jesus. Pretendiam que Jesus cometesse um erro ou falasse algo que o desmoralizasse diante do povo. Talvez esperassem que Jesus entrasse em contradição com o que Moisés havia dito, ou que dissesse algo que contrariasse o caso de Herodes e Herodias, como João Batista havia feito e por isso fora condenado, pois se estava no território governado por Herodes (Mt 14.3-12).

A resposta de Jesus é “Não tendes lido” e cita Gênesis 1.27 e 2.24. Para Jesus, a Palavra escrita de Deus era a autoridade sobre os assuntos de casamento e família. Apesar de ter sido escrita há mais de 1400 anos, ela ainda permanecia válida. Não importava se os costumes haviam mudado e se a mentalidade das pessoas era outra. O que Deus havia feito e dito, e que fora registrado nas Escrituras, permanecia com autoridade.

Em Gênesis 1.26,27 lemos o registro do que Deus fez. A Bíblia é nossa fonte de informação sobre o que Deus fez no princípio. Ele é o Criador de tudo, inclusive da família e do casamento. Ele tem autoridade para dizer como o casamento e a família devem funcionar. O que tem valor é o que Ele fez, não o que os homens ou a sociedade pensam. Em Gênesis 2.24 temos as palavras que explicam a razão do casamento. Foram escritas por Moisés, mas Jesus afirmou que fora Deus quem dissera, mostrando que Deus estava dirigindo o pensamento de Moisés, quando este escrevia aquele relato bíblico. Portanto, o que está na Bíblia é Palavra de Deus. E as ordens e explicações de Deus para a família se fundamentam nas ações de Deus em prol da família.

Quando a Bíblia fala, nossa opinião cala. Quanto ao que a Bíblia afirmou, nós não temos o direito de achar mais nada. Resta-nos apenas crer e obedecer. O que está escrito na Palavra de Deus encerra a questão. Portanto, para evitar o endurecimento do nosso coração, temos que conhecer a Bíblia. Ler, estudar e ouvir com atenção. Buscar entendê-la e obedecê-la. Ela é nossa autoridade para resolver os problemas da família.

Mas devemos interpretar a Bíblia corretamente. Os oponentes de Jesus também usaram o que Moisés havia escrito para contradizer a resposta dada por Jesus. Mas a interpretação deles estava equivocada. Moisés não havia ordenado o divórcio, apenas permitido, e isso por causa da dureza de coração.  Nosso coração é enganoso e pode nos levar a uma interpretação errada das Escrituras. Corremos o risco de usar a Bíblia para assegurar nossos desejos e desculpar nossos erros.

Alguns usam os seguintes argumentos: “Sou infeliz nesse casamento, e Deus não quer a minha infelicidade, portanto vou me separar”; “O amor acabou, e Deus é um Deus de amor, portanto cada um deve buscar alguém a quem ama e por ele seja amado para conviver”; “Deus não quer que nossos filhos cresçam vendo a gente brigar”. E por aí vão as conclusões erradas sobre ao ensino bíblico referente ao casamento e à família. Estas pessoas estão usando algumas ideias certas para tirar conclusões erradas. Deus não quer a infelicidade de ninguém, mas a dissolução de um casamento nunca foi e nem será o caminho para a felicidade. Deus não quer um casamento sem amor, mas a solução ordenada por Ele não é a separação e sim que os cônjuges aprendam a se amar. Deus não quer que os filhos cresçam vendo as brigas dos pais, mas sim que aprendam com os pais a resolverem os conflitos e suas diferenças, recorrendo à Palavra de Deus e à oração.

Jesus reafirma que o propósito de Deus para o casamento permanece aquele do princípio. As ideias modernas, a evolução dos costumes e as mudanças na sociedade não alteram o que Deus fez e afirmou. Muitas coisas mudam na vida, algumas mudanças são boas, mas há coisas que nunca devem mudar, e o casamento é uma delas. Mesmo com a presença do pecado e da dureza do coração humano, o que Deus fez e disse continua valendo.

Ele uniu homem e mulher, Ele os ajuntou, colocou sob o mesmo jugo. Jugo era uma peça de madeira ou de ferro que atrelava uma parelha de bois à carroça ou ao arado, para que pudessem trabalhar juntos, sem se afastarem um do outro. Em nossa língua também é chamado de canga. Podemos ilustrar as palavras de Jesus dizendo que, no casamento, Deus encangou um homem e uma mulher, para que sob as rédeas divinas, juntos puxem a carroça da família e o arado que faz a vida frutificar. Sem que um abandone o outro.  Isso é uma tarefa difícil, mas, quando obedientes a Deus, Ele nos dá a graça para continuarmos. Quando um dos dois, ou até os dois, endurecem o coração, ficam revoltados e querem se libertar desse jugo imposto por Deus, ocorre a separação.

O aprendizado das Escrituras deve levar à obediência aos mandamentos de Deus. Começando com o arrependimento, isto é, o retorno para Deus e para sua Palavra, deixando de seguir os desejos do coração para confiar e seguir as ordens de Deus confiando e aceitando os seus ensinos (Nm 15.39; 2 Cr 30.8). Reconhecendo humildemente a disciplina de Deus (Lv 26.41).

Além disso, o tratamento da “esclerocardia” requer oração constante, pedindo que Deus transforme o nosso coração (Lm 5.21)

Nosso coração é enganoso e desesperadamente corrupto. Somos incapazes de conhecê-lo (Jr 17.9). Ele facilmente nos engana, invertendo os valores. Guiados por ele, podemos chamar o errado de certo e o certo de errado. Ficamos iludidos, acreditando que nossos desejos são corretos, quando eles, na verdade, podem estar envenenados e destruir nossa família.  Temos que pedir a Deus que sonde os nossos corações, mostre o que está errado e nos corrija. Como o salmista fez: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno(Sl 139.23,24)

Como preferimos os bens desta vida, precisamos orar:  Inclina-me o coração ao teus testemunhos não à cobiça(Sl 119.36)

Nossa tendência é ter um coração disperso, atento às coisas deste mundo, e desviado de Deus. Tememos e amamos os valores terrenos. Ficamos encantados com as belezas passageiras. Precisamos de um coração concentrado em temer a Deus. Por isso o salmista orou: Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome (Sl 86.11)

A oração tanto deve ser feita em tempos de bonança, quando tudo está bem, como nos períodos de disciplina e sofrimento. Salomão suplicou a Deus pelo povo, quando tudo estava bem, para que Deus não os desamparasse, mas mantivesse o coração do povo inclinado para seguir os caminhos de Deus (1 Rs 8.57,58). E Deus prometeu ao seu povo que, quando os tempos difíceis de disciplina chegassem, eles deveriam buscar a Deus de todo coração (Dt 4.29).

Pratique a oração. Ore por você, por seu cônjuge e por seus filhos. Ore a sós, diária e constantemente, e sempre que possível, ore com seu cônjuge e com seus filhos.

Um terceiro remédio para a “esclerocardia” é a comunhão numa igreja local. A ordem divina é que pratiquemos a exortação mútua e diária para que ninguém seja endurecido pelo engano do pecado. Exortai-vos mutuamente durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado (Hb 3.13)

É no contexto da participação ativa numa igreja que podemos realizar esta exortação.

Há casais que não se importam em manter um compromisso com uma igreja. Tratam a frequência e participação numa igreja local como um item opcional na vida. Esquecem que é no compromisso de participação de uma igreja que aprendemos e crescemos. Há tanta coisa para fazer na vida: trabalho, estudos, diversão, que a igreja, muitas vezes, passa a ser a opção apenas quando sobra tempo. São como a semente que caiu entre espinhos, na parábola do semeador: A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer (Lc 8.14). Como não são constantemente exortados, a palavra é sufocada. Os cuidados rotineiros, a busca por crescimento financeiro e por lazer impedem que a Palavra cresça e frutifique. Quando os problemas aparecem, buscam a igreja para pedir socorro. Neste caso, muitas vezes o endurecimento chegou ao ponto que só a amputação resolve.

Alguns pais não se envolvem nas atividades da igreja e nem se esforçam para que seus filhos se envolvam. Esquecem que o aprendizado acontece principalmente de forma relacional. Nossos filhos irão fazer amigos, influenciar e ser influenciados, crescer, namorar, e formar famílias, quer queiramos quer não. Mas nós podemos escolher os locais onde eles construirão esses relacionamentos.

Estes são os meios de graça que Deus deixou para impedir que nosso coração endureça: aprendizado da Palavra, oração constante e participação e comunhão numa igreja local. Estes são os remédios que curam nossa “esclerocardia”.

Se em seu lar a situação é boa, vigie e se mantenha firmado em Deus. Se as circunstâncias estão complicadas e difíceis, não perca a confiança. Não desobedeça às ordens de Deus. Clame, obedeça e espere. Busque o fortalecimento na companhia de outros irmãos.  Não permita que sua “esclerocardia” destrua sua família e sua vida.

Retirado com autorização de http://pastoralmir.blogspot.com.br/

Pr. Almir M. Tavares

Prendas do Lar? Não! Sou Adoradora no Lar!

Prendas do Lar? Não! Sou Adoradora no Lar!

Três anos após meu casamento tive uma das experiências mais impressionantemente maravilhosa que um ser humano pode desfrutar. Ao ver meu corpo sendo preparado miraculosamente eu tive o prazer de sentir um ser frágil sendo formado no meu ventre. Enjoos muitos, sensações e sentimentos estranhos e difíceis, apetites curiosos, sensibilidade aflorada. Remelexos e chutes internos. Cds de ninar constantes. Meu esposo à barriga a cantarolar hinos e cânticos infantis: “Um patinho nadando na lagoa, ele grita: Ó meu Deus que água boa!” Rsss. Então vem à luz um garoto lindo com a necessidade de uma cirurgia urgente no coração. 7 horas dificílimas no oitavo dia! O ventrículo direito estava em conexão com a aorta e o ventrículo esquerdo com o tronco pulmonar. Morreria em poucos meses caso não houvesse a cirurgia. Entre a vida e a morte durante vários dias. Choros, incertezas, orações às centenas e de todas as partes. 30 dias na UTI. E no final do “túnel”: Lar, doce Lar!

Após a tempestade vieram as muitas fraldas, noites “dormidas com um olho aberto e outro fechado”, a sensação maravilhosa de amamentar, de segurá-lo no colo, de inspirar profundamente aquele precioso cheirinho de coisa celestial. Tantos desafios, propósitos e necessidades. Coisas naturais e muitas inesperadas afinal de contas nenhuma mãe “nasce” sabendo de tudo. Na verdade, não sabemos quase nada. Amor e paixão, altruísmo, criatividade, no entanto, vão ajudando no aprendizado diário e constante.

Fiquei tensa no primeiro dia de escolinha ao vê-lo chorar. Terceirizar essa área não foi fácil. Sofri e sofro. Quatro internações, várias consultas. Dores e temores regados por muitas orações! Aos 6 anos uma segunda cirurgia reparadora. A ansiedade tentando, mais uma vez, invadir nossos corações! Vencemos! Quero dizer: Deus nos fez vencer! Ele é o Pedro Victor! O Pedro que Venceu!

Hoje após 13, quase 14 anos, olho pra trás e vejo tanta vida vivida! Certamente abandonei muito pra ganhar meu filho. Abandonei projetos pessoais, trabalhos cristãos, crescimento teológico. Servi muito pouco na Igreja, quase não saí de casa.  “Abandonei” minhas amigas. “Não posso” e “não vai dar” foram frases muito usadas nesses anos. Abandonei a mim mesma para ganhar o que de mais precioso existe para uma mulher: um filho com caráter, estável, que ama e é amado. Abandonei a mim mesma para ser uma mulher extremamente lapidada nesse maravilhoso processo.

Meu trabalho é sagrado e o meu salário é eterno. Tenho já agora filhos que me amam. Vejo todos os dias seus olhinhos brilhando de felicidade, seus sorrisos diários, suas vidas recém chegadas desfrutando de um lar estável e que ama ao SENHOR.

Para essa sociedade perdida eu sou uma mulher que desperdiçou sua vida, que não trabalha, sem propósitos, sem uma carreira que dá, segundo esse mundo, sentido à vida. Meu serviço sagrado é chamado pejorativamente de “Prendas do Lar” e há um ar de “coitada” quando sou obrigada a dizer essa frase em alguma loja ou instituição. Porém o meu emprego é divino e o meu ganho é invisível, real e ressoa no sorriso e na segurança de meus 3 filhos: Pedro, 13, Júlia, 10 e Lucas, 6. Esse é o maior salário que uma mãe pode receber. Como disse o apóstolo João: “não tenho maior alegria do que essa: a de saber que meus filhos caminham na verdade.” 

Eu creio que a maternidade é um ministério, um serviço sagrado. Como ser pastor ou missionário. Ser mãe é buscar a Glória de Deus incansavelmente. É ter filhos criados não para a calamidade eterna. Filhos com sentido de vida, com firmeza de espírito, com vida abundante, com sorriso na alma, plenos de paz com Deus. Esse é o meu preciosíssimo salário. Dinheiro que o mundo não me pagaria nem se eu trabalhasse 24 horas por dia. Salário que traz um aroma paradisíaco ao meu lar, que faz com que meus 3 filhos corram sorridentes de um lado pro outro, que promove riqueza espiritual, que fortalece a sociedade e glorifica o meu Deus.

Ser mãe pra mim é o meu culto diário a Deus!

 

Danielle Lemos

 

Esclerocardia – Sintomas e Causas

Esclerocardia – Sintomas e Causas

Em nossa língua, a raiz “cardio” é usada em palavras que fazem referência ao coração.  Algumas vezes, indicam problemas e doenças, como cardiopatia e taquicardia. Uma delas indica a esclerose do coração, que é a cardiosclerose. Na língua grega, na qual foi escrito originalmente o Novo Testamento, há o termo “esclerocardia”.

Ela foi a palavra usada pelos evangelistas para expressar o principal motivo ensinado por Jesus como o fator que levava à separação nos casamentos e à dissolução das famílias (Mt 19.8; Mc 10.4, 5). Ela significa dureza de coração.

O maior perigo enfrentado por nossas famílias não é a incompreensão por parte dos cônjuges, ou os maus hábitos de alguns membros, nem as drogas, nem a violência na sociedade, ou mesmo a falta de respeito às autoridades. O maior perigo está bem mais próximo do que você imagina! Ele está dentro de nós. É a nossa “esclerocardia”. Os outros problemas surgem por causa da dureza de coração.

Quais os sintomas da “esclerocardia”?

A desobediência às ordens de Deus é o principal deles.

Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego, os tradutores usaram o termo “esclerocardia” para descrever um coração incircunciso, que precisava submeter-se a Deus (Dt 10.16; Jr 4.4).

Deus havia estabelecido a circuncisão como símbolo de sua aliança com Abraão e seus descendentes (Gn 17.10-13). Ser circuncidado deveria significar que a pessoa submetia-se à soberana vontade de Deus, aceitando as condições impostas por Ele para quem quisesse fazer parte de Seu povo.

Com o passar do tempo, os israelitas começaram a tratá-la apenas como um ritual externo capaz de garantir automaticamente as bênçãos de Deus. Os que não faziam parte da aliança com Deus eram chamados de incircuncisos, considerados impuros moral e espiritualmente (2 Sm 1.20; Is 52.1). Um incircunciso não estava em condições de aproximar-se de Deus. Era tratado como imundo para participar do culto e da vida com Deus. Mas a palavra também indicava órgãos do corpo que não funcionavam adequadamente. Moisés disse que era incircunciso de lábios, isto é, não sabia falar bem. Deus afirmou que seu povo tinha ouvidos incircuncisos, pois não podia ouvir (Ex 6.12; Jr 6.10).

Coração incircunciso era aquele que não havia se submetido à vontade de Deus, e que teimava em desobedecê-lo. Equivalia a alguém de pescoço duro, que rejeitava curvar-se para obedecer. Semelhante a um animal que não aceitava que o dono lhe colocasse as rédeas. A Bíblia chama isso de dura cerviz, referindo-se à recusa em aceitar as ordens de Deus (Ex 33.3,5). Era um coração incapaz de cumprir sua função de amar a Deus com toda a intensidade do ser (Dt 30.6).  Mesmo que a pessoa fosse circuncidada externamente, se ela não se submetia a Deus, ela sofria de “esclerocardia”.

A dureza se manifesta numa recusa em arrepender-se e voltar-se para Deus, numa resistência ao Espírito Santo (Ne 9.29; At 7.51; Rm 2.5).  O rei Zedequias agiu assim. Ficou tão obstinado, que não quis voltar para Deus e, com isso, causou a destruição de sua família e do seu reino (2 Cr 36.13; 2 Rs 25.7).

Deus trata a dureza de coração como uma provocação. É uma rebelião que provoca a sua ira (Hb 3.8).

Quando alguém fecha seus ouvidos para o que Deus fala e recusa obedecer ao que Ele ordena, está manifestando os sinais de “esclerocardia”.  A consequência disso será a destruição de sua família. Pois a desobediência a Deus, a falta de amor a Ele, aceitando Suas ordens e mandamentos, é a maior causa de desavenças familiares.

Quais as causas da “esclerocardia”?

O engano do pecado é uma delas (Hb 3.13). O pecado promete o que não pode entregar. Ele se apresenta com uma aparência atraente, faz os olhos brilharem, demonstra-se prazeroso, parece agradável, fascina, alimenta nossa esperança de satisfação e realização, mas nunca cumpre o que prometeu. Traz apenas frustração e decepção. Quantas pessoas sucumbem a este engano! Mesmo quando tudo está bem no lar, elas são atraídas pelas palavras enganosas do pecado, esperam algo melhor, e tal como Eva, destroem o paraíso que o lar poderia ser (Gn 3.6).

Algumas vezes um dos cônjuges se sente insatisfeito, não consegue lidar com as expectativas frustradas dentro do casamento. Então encontra outra pessoa que parece satisfazer aqueles anseios. E ele se deixa levar por este novo relacionamento. Pode até se desculpar pela infidelidade mostrando as falhas de seu cônjuge. No início do novo romance, parece que seus problemas foram resolvidos. Mas logo provará as consequências amargas de sua traição, pois seu coração endurecido continua com ele. É apenas questão de tempo para os mesmos sintomas se apresentarem.

Outra situação bem comum é a de cônjuges que não conseguem acertar a contento suas diferenças e começam a pensar na separação como a solução. Acreditam que o divórcio resolverá suas brigas, pois pensam que as implicâncias, incompreensões e maus hábitos do outro são a causa dos seus problemas. Com o tempo, o divórcio provará que os problemas apenas mudaram de endereço, pois a esclerocardia continua.

A incredulidade tanto pode ser causa como sintoma desta doença (Mc 16.14). Jesus reprova a dureza de coração dos discípulos porque não haviam crido no testemunho dado sobre a ressurreição. A incredulidade manifesta um coração endurecido, mas também causa este endurecimento, trazendo a desobediência. Pois, quem não confia não consegue obedecer. O apóstolo Paulo enfrentou essa mesma dureza. Quando pregou a Palavra, alguns de seus ouvintes além de se recusarem a crer, ainda falavam mal do evangelho (At 19.9).

Essa incredulidade se manifestou em Faraó, que, mesmo presenciando os grandes milagres de Deus, recusava obedecer (Ex 8.15). Uma descrição bem clara de incredulidade e dureza aparece em 2 Reis 17.13-18, onde são apresentadas as razões para Deus permitir a invasão de Israel e o consequente exílio. É dito que o povo recusou atender às ordens de Deus e teimosamente decidiu não confiar.

Os problemas nos casamentos são resultados de falta de confiança na Palavra de Deus. Não acreditamos o suficiente para obedecer e esperar.   Queremos consertar com nossos recursos, fazer do nosso jeito.  Somos imediatistas, querendo soluções rápidas e fáceis.

Quando teimamos em permanecer endurecidos, a possibilidade de cura desaparece, seremos quebrados repentinamente, como um membro que é amputado porque não tinha mais jeito.

O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz

será quebrantado de repente sem que haja cura.

Provérbios 29.1

Retirado com autorização de http://pastoralmir.blogspot.com.br/

Pastor Almir Marcolino Tavares

O Papel da Mulher Cristã

O Papel da Mulher Cristã

Efésios 5:22-24:

“Mulheres, sujeitem-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos.”

 I Pedro 3:3-6:

“A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus. Pois era assim que também costumavam adornar-se as santas mulheres do passado, que depositavam sua esperança em Deus. Elas se sujeitavam cada uma a seu marido, como Sara, que obedecia a Abraão e o chamava senhor. Dela vocês serão filhas, se praticarem o bem e não derem lugar ao medo.”

 TRÊS PALAVRAS QUE DESCREVEM O PAPEL DA ESPOSA:

 SUBMISSÃO

Submissão é uma decisão pessoal e a base para nosso relacionamento com Deus em primeiro lugar. Submissão é uma prova de amor a nosso marido. Submissão é obediência ao mandato de Deus, foi Ele quem determinou o formato que o casamento deve ter (maridos na liderança, esposas auxiliando) e sempre haverá alegria em obedecer a Deus.

AUXILIADORA

Gênesis 2:18:

“Então o Senhor Deus declarou: Não é bom que o homem esteja só; farei para ele uma auxiliadora que lhe seja idônea.”

O significado de auxiliadora idônea é alguém que completa, complementa, encaixa, vem para satisfazer o que necessita.

Nosso maior e mais importante ministério diante de Deus é nosso casamento, pois de acordo com o plano de Deus ele é o relacionamento feito para durar toda a nossa vida terrena, diferente do ministério de ser mãe, pois criamos nossos filhos por um período e para que eles saiam de casa e construam seus lares, quando isso acontece o relacionamento que fica é o da esposa com o marido.

RESPEITO

Efésios 5:33:

“Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito.”

Respeitar significa considerar, honrar, preferir, prezar, amar, admirar, ou seja, a esposa deve ser a maior fã de seu marido!

Quando não temos esse comportamento com nosso marido ele reagirá com ressentimento, amargura, tensão, desânimo e até depressão.

 

MANEIRAS PRÁTICAS DE DEMONSTRAR AMOR POR SEU MARIDO

 

  • Aceite sua autoridade, caso contrário você estará ocupando, indevidamente, o papel de liderança no casamento. Desobedecendo a Deus.
  • Demonstre confiança em suas decisões, não se oponha, se for necessário, indique de forma doce, pontos que ele não percebeu na situação.
  • Se a decisão que ele tomou, mostrou-se errada, nunca diga que você avisou, ele já sabe. E tem condições de aprender com seu próprio erro. O peso de ter falhado será ruim para ele, então dê apoio emocional.
  • Entenda que homens e mulheres são diferentes e isso é ótimo. Não espere que seu marido seja tão “emocional” quanto suas amigas. Homens, geralmente são mais práticos e não gostam muito de longas conversas sobre assuntos emocionais.
  • Entenda as prioridades dele como líder da família. Em muitas ocasiões ele irá trabalhar além do que você acha que é suficiente, esse é o papel dele. Evite reclamar disso. Se a situação estiver além do limite, fale que sente falta dele de forma doce.
  • Apague de sua mente os erros que ele cometeu no passado. Cristo perdoou seus pecados e apagou seus erros de Sua memória, então é questão de obediência a Deus e não vontade sua, perdoar e apagar de sua mente os erros que seu marido cometeu no passado.
  • Nunca reclame de seu marido para seus filhos.
  • Nunca mude uma ordem que seu marido já deu a seus filhos.
  • Nunca o corrija em público.
  • Elogie seu marido com frequência.
  • Quando ele estiver falando, demonstre interesse no assunto.
  • Cuide de sua aparência física. Homens são mais visuais do que nós mulheres, é importante que você se mantenha bela para ele.
  • Peça ajuda dele, diga que não consegue fazer algumas coisas sem ele.
  • Faça sua comida favorita.
  • Ajude-o a organizar sua agenda.
  • Beije-o na boca apaixonadamente!
  • Mande recados românticos por e-mail, mensagens de celular ou bilhetinhos.
  • Evite elogiar outro homem, em qualquer aspecto, para seu marido.
  • Procure estar em casa quando ele chegar.
  • O objetivo da relação sexual é a satisfação do cônjuge (I Coríntios 7:4-5), não use o sexo como arma ou recompensa. É seu dever estar disponível para seu marido, cuide para não ter muitas tarefas e ficar sem energia para satisfazê-lo nessa área tão importante para ele.

Larissa Ferraro

Pin It on Pinterest

Para solicitar um Mezuza basta inscrever-se!

Em breve nossa equipe estará entrando em contato com você!

Aguarde nosso contato!