Ano que vem …. na Nova Jerusalém!

Ano que vem …. na Nova Jerusalém!

Desde a destruição do Templo de Jerusalém pelo general romano Tito os judeus dispersos pelo mundo na perseguição iniciada no ano 70, anseiam, ano a ano, o retorno para uma Jerusalém reconstruída, uma Jerusalém restaurada. A cultura judaica está impregnada deste maravilhoso pensamento e desejo. Eles oram assim repetidas vezes, principalmente na Páscoa judaica. Eles cantam essa expressão tendo como refrão bem destacado a bendita frase: Ano que vem em Jerusalém! Eles desejam isso. Eles sonham com isso.

Com a restauração de Israel como Nação em 1948 os judeus, de maneira mais frequente, começaram a retornar para Israel. Os que ainda não podiam, em terras longínquas, não se permitiam esquecer do sonho repetindo verbalmente na Páscoa e em outras festas, em músicas, entre familiares, com as crianças, os jovens e os idosos: Ano que vem em Jerusalém!

Eles sofriam por não estarem em Jerusalém. Eles se alegravam em, simplesmente, pensar em estar qualquer dia em Jerusalém. O Salmista reflete esse desejo da alma no Salmo 137:1-3:

“Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.

Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas,

pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres,

dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.

Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?

Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita.

Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.”

Para muitos o sonho virou realidade. Estão em Jerusalém vivenciando muitas profecias de Deus à Terra Santa. Estão vivendo seus próprios e mais intensos sonhos numa nação destacada entre as demais. Destacada em sua riquíssima cultura, em tecnologia, em avanços sociais, na sua democracia, em quase infinitos avanços. Muitos judeus dispersos voltaram “voando” (em vários sentidos) para Jerusalém. Não à Jerusalém restaurada, reconstruída como em seus melhores sonhos. Ainda há sonhos a serem realizados: A restauração do Templo, em breve!, e a vinda do Messias, ano que vem (?) são os dois maiores.

 

A vinda do Messias os judeus desejam.     A volta do Messias a Igreja anseia.

Ano que vem em Jerusalém.                    Ano que vem na Nova Jerusalém.

 

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vô-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” Jo 14:1-3

Assim como os judeus não se permitem esquecer de Jerusalém e nem conseguem nós, os cristãos, devemos, como algo natural, ansear pela Nova Jerusalém! Aliás é até estranho “estarmos cabisbaixos” entranhados na terra quando o nosso Redentor se aproxima e vem do alto entre nuvens. Os discípulos, após as últimas palavras de Cristo, vendo-O elevado às alturas estavam com os olhos fitos no céu. E nós, cristãos, não deveríamos ter baixado tanto nossas cabeças! Afinal de contas nós, como discípulos, recebemos a promessa: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir.” Atos 1:11

“Consolai-vos, pois uns aos outros com estas palavras” é o que o apóstolo Paulo vai nos dizer na carta aos Tessalonicenses. Somos forasteiros aqui. Estamos sendo perseguidos. Muitos de nós, pelo mundo a fora, sendo assassinados, já “dormem”. Esse mundo vil, sob Satanás, jazendo no Maligno, não nos apraz e não deve nos atrair. Somos do alto. Buscamos as coisas lá do alto “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Fp 3:20 “Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.” Hb 11:14-16

Jesus foi preparar-nos uma Cidade. Ela é o nosso Templo. O Lugar de adoração eterna! Anjos e homens. De todas as tribos, raças e línguas. Milhões de seres pessoais bendizendo o Autor e Aperfeiçoador da nossa Salvação.

O dia se aproxima. Levantai, ó povo de Deus, as vossas cabeças pois o Rei da Glória está às portas. Virá entre nuvens nos buscar. Iremos “voando” (em vários sentidos) quando a trombeta soar e Ele nos chamar. Quem sabe, Deus o sabe, no ano que vem na Nova Jerusalém?

Como os judeus, devemos promover entre nós, cristãos, este bendito pensamento como o nosso maior anseio. Que nossas almas e mentes sonhem dia e noite com este Dia. De olhos abertos e mangas arregaçadas. Servindo ao Senhor enquanto é dia e almejando O DIA. Quem sabe em 2018?

Promovamos intimamente e de modo verbal: “Ano que vem na Nova Jerusalém!” entre nós, com nossos filhos, nas nossas Igrejas. O nosso לְשָׁנָה הַבָאָה בִּירוּשָלַיִם – “Leshaná Habaá BiYerushalaim” (Ano que vem em Jerusalém) pode e deve ser proclamado e clamado a plenos pulmões em nossos cânticos e orações fervorosas: Vem Senhor Jesus! Maranata deve ser nossa oração constante em nossas festas e no ano inteiro.

Voltemos a cantar cânticos como Vencendo vem Jesus, Num dia Lindo, Alfa e Ômega e tantos outros que vamos parando de cantar como fazíamos no início de nossa Salvação. Vamos nos reunir para cantarmos esses cânticos, Pregarmos este Sonho, contarmos às vindouras gerações da Esperança que temos e anelamos. Vamos reavivar isso em nós!

Olhemos de novo pro alto, pras nuvens de onde virá o Nosso Redentor. Ele nos levará à realização de todos os nossos insondáveis sonhos. Ele nos levará ao IDEAL de todo ser humano: perfeição num mundo perfeito amando e servindo o Perfeito Criador e Redentor e sendo infinitamente amado por ELE.

Parafraseando o Salmo 137 do anelo dos judeus por Jerusalém restaurada eu diria:

 

Às margens desta Grande Babilônia, nos assentamos e choramos, lembrando-nos das promessas do

 

Salvador acerca de Sião e seu povo.Nos salgueiros diversos que aqui há, usamos nossas harpas,

 

Pois fomos salvos e a feliz Cidade está em nós por isso: Entoamos muitos dos cânticos de Sião.

 

Como haveríamos de não entoar o canto do SENHOR mesmo em terra estranha?

 

Se eu de ti me esquecer, ó Nova Jerusalém, que se resseque a minha mão direita

 

pra me mostrar que minha alma e mente já estão ressequidas.

 

Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti,

 

se não preferir eu a Nova Jerusalém à minha maior alegria.

 

 

Ano que vem, se Deus quiser, na NOVA JERUSALÉM!

 

Vagner Lemos

Muita VIDA em 2018 pra Você!

Muita VIDA em 2018 pra Você!

Um novo ano se aproxima, tempo de fazer planos. Neste planejamento uma pergunta é considerada: O que vou ganhar com isto? Esta é uma pergunta que, verbalmente expressada ou não, é a base de todas as nossas atividades, incluindo nossos alvos e planos. Queremos saber se receberemos algo por realizar as coisas que realizamos. E o que nós mais queremos ganhar é a felicidade. Ser feliz em 2018 é a recompensa maior que buscamos. No entanto a felicidade não é algo a ser buscado por si mesma, quando ela é buscada por si mesma ela não é alcançada. Ela é resultado de uma outra busca, a busca por Deus. Este deve ser o alvo maior de nosa vida. Deve estar no topo da agenda de 2018 (Amós 5.6,7). O que ganhamos em buscar a Deus?

Em primeiro lugar vamos ver o que se perde quando não se busca a Deus.

As pessoas que não buscam a Deus, irão buscar outras ajudas, e isto trará o castigo de Deus sobre elas. Veja os exemplos: Saul, buscou a ajuda de uma médium, foi atrás de consultar mortos, e não buscou o Senhor, Deus o entregou à morte por causa disto (1 Cr 10.13,14). O povo de Israel, na época de Isaías, buscou a ajuda do Egito, porque este país tinha exércitos bem armados e com uma boa cavalaria para a guerra, e não buscou o Senhor, que é Soberano e Sábio, por causa disto, tanto Israel como o Egito seriam consumidos (Is 31.1-3). O povo de Judá, resolveu buscar em adoração a Baal, Milcom, o sol, a lua e as estrelas, e não buscaram o Senhor, por isto Deus destruiria a todos (Sofonias 1.3-6).

O ímpio não busca os mandamentos de Deus, por isto está longe da salvação (Sl 119.155). Quem não busca a Deus fica sem discernimento, não sabe fazer as coisas do modo correto, não toma decisões acertadas, e por isso não poderá prosperar ( Jr 10.21)

O Senhor é bom para os que o buscam (Lm. 3.25), e concede ricas bênçãos para estas pessoas. A maior das bênçãos é Sua própria presença (1 Cr 28.9), Deus se deixa achar por quem o busca, e se faz presente na vida desta pessoa. Ele nunca desampara os que O buscam (Sl 9.10)

Com a Sua presença outras bênçãos acompanham. O repouso (2 Cr 14.6-8; Is 65.10). Este repouso vem da segurança de se andar com Deus, da tranqüilidade que Sua paz trás. A confirmação de Sua vontade em nossas vidas, foi isto que aconteceu com o rei Josafá. Ele buscou a Deus, e o Senhor estabeleceu o reino em suas mãos (2 Cr 17.3-5). A liberdade, é outra bênção para quem busca os mandamentos de Deus (Sl 119.45). O salmista diz que se empenha, ou seja busca os mandamentos de Deus, e por isso podia viver com largueza (liberdade). A liberdade autêntica está em andar na presença de Deus, pois Ele nos liberta da escravidão dos nossos desejos, da pressão dos homens, dos temores, e tudo o mais que nos aprisiona.

Deus faz prosperar os que O buscamcomo fez com o rei Amazias (2 Cr 26.5). Ele não deixa faltar nada a quem O busca ( Sl 34.10), pois Ele é tudo que nós precisamos, e quando o buscamos de todo coração ficamos plenamente satisfeitos com Ele.

A busca de Deus, traz felicidade e felizes são os que O buscam de todo coração (Sl 119.2). Quem busca o bem, alcança favor, isto é prazer, deleite (Pv 11.27). Buscar a Deus vai trazer vida. Foi isto que Deus anunciou ao povo de Israel na época de Amós (5.6,7) Buscai o Senhor e vivei. A verdadeira vida está em Deus.

Você quer ter vida em 2018? Busque o Senhor.

Pastor Almir Marcolino Tavares

Do Blog: http://pastoralmir.blogspot.com.br/

A Mulher que TU me deste.

A Mulher que TU me deste.

Em Gênesis 2:18-25 nos é dito que, enquanto Adão dava nome a todos os animais, não se achava para ele uma auxiliadora que lhe fosse idônea. Qual a relação entre estas 2 coisas? Imagine Adão sozinho vendo Leão e Leoa em carinhos e brincadeiras, Tigres e tigresas em carícias e ajuda mútua. Cada animal com suas fêmeas vivenciando cada segundo em todos os lugares juntos.

Deus já havia decidido antes da eternidade, é claro, que o homem teria uma auxiliadora e o homem já sentia a falta de uma companheira. Enquanto tudo era muito bom, não era bom que o homem estivesse só.

Dizem que é melhor só do que mal acompanhado mas certamente é muito melhor bem acompanhado do que só. Adão tinha carências que precisavam ser supridas. Carências e não imperfeições. Ele estava incompleto e precisava de seu complemento, de sua “outra metade”. Então Deus faz cair sobre ele pesado sono e, retirando uma de suas costelas, transformou-a numa mulher. E Deus “lha trouxe”! Deus trouxe ao homem uma companheira para os labores e lutas da vida.

Em Provérbios Salomão nos diz que “O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.” Pv 18:22. Quem, como Adão, acha, de repente, num momento da vida, uma esposa alcançou de Deus uma Graça. Assim como Eva, nossas esposas foram nos trazidas por Deus. Quem “acha” uma esposa descobre que foi Deus Quem “lha trouxe”. Com um pouco de sensibilidade podemos perceber que era impossível pensarmos em tantos detalhes importantes que carecíamos em relação ao benefício trazido por uma companheira. Tanto não era bom estarmos sós, e sentíamos e sabíamos disso, quanto precisávamos ser completados por alguém com tais e tais requisitos. O Senhor lha trouxe. O Senhor achou e nos deu de presente uma esposa por Benevolância, por Graça, por Bondade, por Vontade dEle. No Entendimento perfeito de Deus Ele não só nos permitiu que fosse exatamente esta como também exatamente assim o quis. Ao nos casarmos é-nos dito: “Aquilo que Deus uniu, não separe o homem!” E não importa em qual igreja você casou ou se nem ao menos se uniu a uma mulher religiosamente. O fato é que “Aquilo que Deus uniu, não separe o homem!”. Deus lha trouxe. Deus a criou. Deus achou pra você alguém que você não teria condição de encontrar.  “O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.”

Quando um homem abandona sua “ÚNICA” esposa ele abandona a vontade, a bondade, a benevolência de Deus para ele. Ele ateia fogo em suas vestes. Ele começa a destruir a sua vida.

Isso fica evidente pelas frequentes quedas desses homens dia-a-dia. Começam a trocar os pés pelas mãos. Começam a dar com os burros n’água. Suas vidas vão de mal a pior e o pior é que, pela falta de humildade, por orgulho, a maioria não reconhece isso. A maioria não se arrepende, não volta atrás, não reconhece que quebrou a cara ao abandonar aquela que foi lhe trazida por um Deus perfeito. Um Deus que conhece nossas carências e limitações.

Geralmente um adúltero, intimamente, sabe que sua primeira esposa era A Esposa. Com seus defeitos e problemas ela era a pessoa pra ele. Mas em sua queda profunda, metido, às vezes, em condições irreversíveis, ele não consegue ou não pode mais voltar. O Senhor lha deu e ele a desperdiçou. Ele brincou e zombou do presente de Deus. Ele achou que tinha uma idéia melhor. Satanás o fez pensar assim e ele acreditou. Parecia tão claro como o sol. Parecia.

Ele achou que não era feliz por causa dela e que seria feliz de outro modo. Talvez, como Adão, ele tenha dito ou pensado em algum momento da vida: “Foi a mulher que Tu me deste!” Como Adão temos a tendência de pensar que os outros é que são culpados dos nossos tropeços que geram a nossa infelicidade: “Deus e a mulher que Ele me deu me causaram tais males” – pensam.

Em Eclesiastes lemos que “Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.” Deus fez e faz tudo perfeito para o benefício do ser humano mas este ser tem sempre “uma ideia melhor”. Este ser se mete em problemas porque não se contenta com o que Deus lhe dá mas está vendo muitos defeitos no presente de Deus.

O homem que poderia e deveria se alegrar no Senhor e em suas Benevolências, agora está insatisfeito buscando a realização de seus sonhos. Busca a sua “felicidade”. E ainda coloca Deus nesta busca perguntando: “Deus não quer que eu seja feliz?” Não! Deus não quer que você seja feliz naquilo que lhe trará infelicidade! Ele não quer sua alegria naquilo que lhe fará chorar e sofrer perpetuamente. Deus não quer que você seja feliz numa vida infernal. Deus não quer vida pra você permitindo que você entre num caixão. Deus não quer que você seja feliz do seu jeito. Ele quer que você seja feliz do único jeito que você pode ser feliz: obedecendo suas Leis para a Felicidade! Ele é o Criador.

O infinito foi criado por Ele. Da eternidade Ele é o Pai. Ele também nos criou e sabe totalmente o meio pelo qual seremos felizes. Ele, e somente Ele, tem o Manual para a nossa Felicidade. Não busque ser feliz do seu jeito pois você não será feliz assim.

Busque a Deus e Sua Palavra para ser Feliz. Compreenda que a mulher que Deus lhe deu traz em si um cuidado precioso e um carinho perfeito de Deus por você. Agradeça a Deus por ela. Olhe-a do ponto de vista de Deus e perceba o quanto de Benevolência para você existe neste ser imperfeito e repleto de carências que você tem ao seu lado. Deus lha trouxe. Não ouça a voz do Diabo. Ela é Graça de Deus pra sua vida. Ela é Bondade que pela vontade de Deus deverá estar junto a você quando a morte os separar. Só Deus pode separá-los e a sua felicidade depende da felicidade dela. Ame-a intensamente e agradeça a Deus: Obrigado Senhor por que, afinal de contas, e graças a Deus, foi a mulher que Tu me deste!

 

Vagner Lemos

Promessa Preciosa! Um video maravilhoso sobre a essência do Natal.

Promessa Preciosa! Um video maravilhoso sobre a essência do Natal.

Clip da música de B.J. THOMAS: PRECIOUS PROMISE que conta maravilhosamente o momento em que Maria e José recebem a notícia de que um Filho nascerá da virgem. A letra é poéticamente linda e relata numa belíssima melodia e grande sensibilidade os fatos acerca do nascimento de Emanuel: Deus conosco! EMOCIONE-SE E LOUVE AO DEUS QUE NOS AMOU A TAL PONTO!

 

Recado de Natal aos Pastores Suicidas

Recado de Natal aos Pastores Suicidas

Estamos no mês do Natal. Por isso, impelido pelo tema da encarnação do Verbo, no domingo passado eu preguei sobre as razões pelas quais o Filho se fez homem. Tomei por base o texto de 1Pedro 2.21-25. Quem prestou atenção ao sermão vai recordar do primeiro ponto: “Cristo veio ao mundo para ser modelo”. Expandindo essa tese, a partir dos vv.21-23, eu disse que Jesus nos forneceu um padrão moral a ser imitado e também um exemplo de como lidar com o sofrimento e com os ataques injustos que os incrédulos fazem contra nós.

 

De fato, Cristo se fez homem, entre outras coisas, para nos servir de exemplo. Isso, a princípio, pode parecer simplista, trazendo-nos à mente meras noções de um protótipo que exibia altos padrões morais. Contudo, arrisco dizer que nosso Senhor foi exemplo não somente no campo ético. De fato, ele foi exemplo em tudo, podendo ensinar, com sua vida, não apenas como devemos nos comportar, mas também como devemos enxergar tudo à nossa volta. Ou seja: o modelo de Cristo não aponta apenas para a forma como devemos viver a vida, mas também para o modo como devemos ver a vida.

O que quero dizer com isso? Bem, deixem-me exemplificar… Neste mês, que deveria ser de alegres celebrações, recebemos a trágica notícia do suicídio de três lideres eclesiásticos da Assembleia de Deus. Eu acredito que as causas que levam uma pessoa a tirar a própria vida são muito complexas e variadas. Porém, sem querer simplificar muito as coisas, creio que nos casos de depressão de pastores pentecostais e arminianos há pressupostos nutridos por eles que, unidos a causas mais profundas, agravam ainda mais sua angústia e desespero. 

Pensem, por exemplo, num pastor que ministra no contexto pentecostal. Na compreensão geral desse grupo evangélico, o crente tem de estar sempre alegre, vibrando sem parar, tomado de uma plenitude espiritual que o tira do chão e o conduz a arroubos de júbilo, entusiasmo e vibração constantes. Portanto, se, por algum motivo, alguém não se mostra assim nesse meio, essa pessoa é logo exortada. Dizem que ela está fora da “unção” (seja lá o que isso signifique), que precisa buscar mais a alegria do Senhor, que está vivendo na carne, longe do fervor do Espírito e coisas do tipo. Obviamente, isso lança o indivíduo cansado e triste num abismo imenso de culpa, agravando seu estado emocional. No caso de um pastor, a complicação aumenta, já que ele se sente obrigado a dar exemplo. O fardo que tem sobre si, portanto, é infinitamente maior. E se ele estiver num vale escuro, com a cabeça repleta de pensamentos de morte, essas cobranças certamente vão afundá-lo ainda mais, empurrando-o com força para direções horríveis e inimagináveis.

Agora pensem num pastor arminiano. Fundamentando-se na crença de que as pessoas têm livre-arbítrio, de que são capazes de, por si mesmas, “tomar uma decisão ao lado de Cristo” e de que a fé salvadora é uma resposta meramente humana à boa argumentação do pregador, esse homem põe sobre seus ombros a tarefa impossível de converter pecadores. Desse modo, suas homilias terminam necessariamente com um apelo para a conversão e, se esse apelo não produz resultados, a competência do tal pastor é imediatamente posta em dúvida. Ele avalia, então, seu trabalho a partir desses pressupostos e, chegando ao fim de um determinado período, vê, à luz das estatísticas, que não teve muito sucesso. Pra piorar, ele ouve dizer que na igreja pastoreada por seu colega, todos os domingos um grupo enorme de pessoas “vai à frente”. Por que o mesmo não acontece em seu ministério?

Inconformado, esse pobre pastor tenta, então, “turbinar” seus sermões com histórias emocionantes, pede para a igreja cantar hinos bem tocantes na hora do apelo, grita em alguns pontos do sermão a fim de intimidar os incrédulos, fala, por exemplo, de pessoas que não atenderam ao apelo e foram atropeladas e mortas logo que saíram da igreja, perdendo assim, para sempre, a chance de ir para o céu… Ele faz tudo isso e, no entanto, pouco ou nada acontece. Desse modo, seu valor pessoal vai lá pra baixo; sua angústia é redobrada com questionamentos acerca de ele ter sido mesmo chamado por Deus; e oponentes cruéis o criticam, dizendo que sua mensagem é fraca e estéril e que ele não tem a vocação de um verdadeiro “ganhador de almas”.

Imaginem o peso dessa imensa frustração sobre um homem já deprimido em virtude de outros fatores. Seu coração se esfria ainda mais, seu ânimo se esvai, sua auto-imagem se desfigura. Ele ora. Ele chora. Ele pensa em ir embora. E o drama atinge um grau insustentável quando se chega à conclusão de que não há mais nada a fazer ― o seu alvo de converter centenas de pessoas é, de fato, uma causa perdida. Com isso, o coração do pastor triste fica mais pesado, podendo conduzi-lo facilmente por aquelas veredas de morte que alguns têm palmilhado.

Quão mais leve seria o fardo desses pastores se tivessem Jesus como exemplo no modo como se deve ver a vida e o ministério. Sim, pois a história do Filho de Deus, em sua visita a este mundo, mostra que o homem santo nem sempre vive pulando de alegria, podendo, sim, chorar durante a noite, sozinho, num jardim, não havendo nada de reprovável nisso. Observando as coisas com os olhos de Jesus, ele também aprenderá que a fé que salva não resulta da boa argumentação dos pregadores, de sua boa retórica, de suas habilidades ou de seus artifícios homiléticos. Antes, advém da ação de Deus, já que ninguém pode ir a Cristo sem que isso lhe seja concedido pelo Pai (Jo 6.37,44,65). João realçou essa verdade, ensinando que os crentes não nasceram da vontade da carne, mas de Deus (Jo 1.12-13). E Pedro só reconheceu que Jesus era o Messias porque não foi carne e sangue que revelou isso a ele, mas o Pai que está no céus (Mt 16.16-17).

Quão aliviadoras são essas verdades para os ministros de Cristo! Como é bom saber, a partir do exemplo de Jesus, que podemos viver nossas angústias e, ainda assim, sermos acolhidos sem censura por Deus e pela igreja madura! Como é bom lembrar, sob a ótica do Senhor, que nosso papel como pregadores é apenas lançar e regar a semente, indo depois descansar, deixando o crescimento nas mãos do Pai (1Co 3.6-7). Como é bom, enfim, perceber que a verdade do seu modelo também liberta. Liberta, inclusive, da frustração, da culpa, do fardo e até da morte.

Olhem, pois, para o exemplo de Jesus, pastores tristes. Olhem para sua forma de viver a vida e para sua forma de ver a vida. Olhem para ele e sigam em frente.

Pr. Marcos Granconato

Non nobis, Domine

Do site http://www.igrejaredencao.org.br/

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