Ser Mãe é meu CULTO diário ao meu DEUS

Ser Mãe é meu CULTO diário ao meu DEUS

Três anos após meu casamento tive uma das experiências mais impressionantemente maravilhosa que um ser humano pode desfrutar. Ao ver meu corpo sendo preparado miraculosamente eu tive o prazer de sentir um ser frágil sendo formado no meu ventre. Enjoos muitos, sensações e sentimentos estranhos e difíceis, apetites curiosos, sensibilidade aflorada. Remelexos e chutes internos. Cds de ninar constantes. Meu esposo à barriga a cantarolar hinos e cânticos infantis: “Um patinho nadando na lagoa, ele grita: Ó meu Deus que água boa!” Rsss. Então vem à luz um garoto lindo com a necessidade de uma cirurgia urgente no coração. 7 horas dificílimas no oitavo dia! O ventrículo direito estava em conexão com a aorta e o ventrículo esquerdo com o tronco pulmonar. Morreria em poucos meses caso não houvesse a cirurgia. Entre a vida e a morte durante vários dias. Choros, incertezas, orações às centenas e de todas as partes. 30 dias na UTI. E no final do “túnel”: Lar, doce Lar!

Após a tempestade vieram as muitas fraldas, noites “dormidas com um olho aberto e outro fechado”, a sensação maravilhosa de amamentar, de segurá-lo no colo, de inspirar profundamente aquele precioso cheirinho de coisa celestial. Tantos desafios, propósitos e necessidades. Coisas naturais e muitas inesperadas afinal de contas nenhuma mãe “nasce” sabendo de tudo. Na verdade, não sabemos quase nada. Amor e paixão, altruísmo, criatividade, no entanto, vão ajudando no aprendizado diário e constante.

Fiquei tensa no primeiro dia de escolinha ao vê-lo chorar. Terceirizar essa área não foi fácil. Sofri e sofro. Quatro internações, várias consultas. Dores e temores regados por muitas orações! Aos 6 anos uma segunda cirurgia reparadora. A ansiedade tentando, mais uma vez, invadir nossos corações! Vencemos! Quero dizer: Deus nos fez vencer!Ele é o Pedro Victor! O Pedro que Venceu!

Hoje após 13, quase 14 anos, olho pra trás e vejo tanta vida vivida! Certamente abandonei muito pra ganhar meu filho. Abandonei projetos pessoais, trabalhos cristãos, crescimento teológico. Servi muito pouco na Igreja, quase não saí de casa.  “Abandonei” minhas amigas. “Não posso” e “não vai dar” foram frases muito usadas nesses anos. Abandonei a mim mesma para ganhar o que de mais precioso existe para uma mulher: um filho com caráter, estável, que ama e é amado. Abandonei a mim mesma para ser uma mulher extremamente lapidada nesse maravilhoso processo.

Meu trabalho é sagrado e o meu salário é eterno. Tenho já agora filhos que me amam. Vejo todos os dias seus olhinhos brilhando de felicidade, seus sorrisos diários, suas vidas recém chegadas desfrutando de um lar estável e que ama ao SENHOR.

Para essa sociedade perdida eu sou uma mulher que desperdiçou sua vida, que não trabalha, sem propósitos, sem uma carreira que dá, segundo esse mundo, sentido à vida. Meu serviço sagrado é chamado pejorativamente de “Prendas do Lar” e há um ar de “coitada” quando sou obrigada a dizer essa frase em alguma loja ou instituição. Porém o meu emprego é divino e o meu ganho é invisível, real e ressoa no sorriso e na segurança de meus 3 filhos: Pedro, 13, Júlia, 10 e Lucas, 6. Esse é o maior salário que uma mãe pode receber. Como disse o apóstolo João: “não tenho maior alegria do que essa: a de saber que meus filhos caminham na verdade.” 

Eu creio que a maternidade é um ministério, um serviço sagrado. Como ser pastor ou missionário. Ser mãe é buscar a Glória de Deus incansavelmente. É ter filhos criados não para a calamidade eterna. Filhos com sentido de vida, com firmeza de espírito, com vida abundante, com sorriso na alma, plenos de paz com Deus. Esse é o meu preciosíssimo salário. Dinheiro que o mundo não me pagaria nem se eu trabalhasse 24 horas por dia. Salário que traz um aroma paradisíaco ao meu lar, que faz com que meus 3 filhos corram sorridentes de um lado pro outro, que promove riqueza espiritual, que fortalece a sociedade e glorifica o meu Deus.

Ser mãe pra mim é o meu culto diário a Deus!

Um Milagre chamado Mãe

Um Milagre chamado Mãe

Quando Deus fez o ser humano Ele criou o reflexo de seu ser na Terra. Alguém que interagisse com a criação com sabedoria, criatividade, emoção, que pudesse falar, pensar, ter desejos.

Quando Deus quis refletir o seu relacionamento com seu povo, um povo que seria resgatado na Cruz do Calvário, Deus criou a família. Nela ele revelou seus pensamentos acerca de Israel e da Igreja, com seu povo. Um relacionamento que é imutável, incondicional, indissolúvel. Um relacionamento que diz: “Nunca jamais te abandonarei”.

Ah mas quando Deus quis mostrar como é o seu amor, sem dúvida ele fez um milagre. Um milagre chamado MÃE! Algo impossível e que se não víssemos um desses milagres com os nossos próprios olhos não acreditaríamos que existisse.

Um ser improvável de existir e teoricamente inacreditável.   Teoricamente pois na prática nós conhecemos milhares desses milagres feitos por Deus e, em especial, um desses seres improváveis ou impossíveis está bem pertinho de nós.

Como a um frasco de perfume, Deus resolveu, em Seu eterno querer, derramar, copiosamente dentro desse ser, seu profundo amor, carinho, cuidado e emoção. Ele colocou algo infinito e eterno nesse recipiente humano que é frágil e limitado. Como é possível que o amor eterno de Deus esteja em um ser humano? Como podemos contemplar a beleza amorosa de um Deus infinito, ilimitado e totalmente santo num ser tão frágil e com tantos limites e imperfeições? Como é possível em um recipiente tão pequeno conter tamanho amor? Como é possível tanta resignação, altruísmo, incondicionalidade. Como pode ser isso (?) que, em um ser humano, Deus possa ter jorrado suas características e atributos mais elevados? Alguém que possa tudo crer em relação aos filhos, que tudo sofra, que tudo suporte, que não procure seus próprios interesses, que não se ressinta do mal, que tudo espera e que é impressionantemente paciente e que busca incansavelmente o bem dos seus?

Como isso é possível? Como?

Dizem por aí que milagres não existem mas eu posso ver uns todos os dias. Eu posso pegar, abraçar, beijar, posso tocá-los. Posso contemplá-los e ficar pasmo com tamanha entrega de vida, com tanta demonstração de amor incondicional, constante, paciente, perpétuo, terno, carinhoso, dedicado e centenas de milhares de outros adjetivos que não daria tempo de referir.

Mãe, nós te amamos!

Amamos o milagre de Deus que é você.

Esse perfume de Deus chamado Mãe. Que perfuma nossa vida e que jamais gostaríamos de ficar sem.

Mãe, obrigado pelos 60 minutos de todas as 24 horas de todos os 365 dias de todas as dezenas de anos nos quais você se dedicou a nós e que ainda nos dedicará.

Obrigado pelas lágrimas, risos, e lutas e alegrias. Obrigado por brincar comigo, por me amamentar, por me levar pro médico e pra escola. Por comprar e fazer minhas comidas, por se acordar de madrugada pra ver se eu estava bem. Obrigado pelas surras que me conduziram à sensatez e pelos milhares de Nãos!!! que evitaram que eu me arruinasse.

Obrigado Deus, meu Deus, por minha mãe existir. Obrigado por Teu amor pela humanidade em ter criado um Ser tão Extraordinário e tão parecido conTigo. Obrigado por preservares o mundo usando MÃES por todos os lados.

Obrigado pelo milagre de amor que o Senhor colocou na minha história aqui na Terra.

Obrigado; e peço que o Senhor tenha misericórdia de cada uma delas que aqui estão para que todas abandonem a porta larga e entrem pela porta estreita que conduz à Tua casa e ao Teu perfeito, infinito, incondicional, imutável e maravilhoso  AMOR.

Mãe, você é um milagre com o qual Deus generosa e graciosamente abençoou minha vida!

Obrigado, mãe!

Nós, teus filhos, te amamos e te somos eternamente GRATOS!

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