Desde a destruição do Templo de Jerusalém pelo general romano Tito os judeus dispersos pelo mundo na perseguição iniciada no ano 70, anseiam, ano a ano, o retorno para uma Jerusalém reconstruída, uma Jerusalém restaurada. A cultura judaica está impregnada deste maravilhoso pensamento e desejo. Eles oram assim repetidas vezes, principalmente na Páscoa judaica. Eles cantam essa expressão tendo como refrão bem destacado a bendita frase: Ano que vem em Jerusalém! Eles desejam isso. Eles sonham com isso.

Com a restauração de Israel como Nação em 1948 os judeus, de maneira mais frequente, começaram a retornar para Israel. Os que ainda não podiam, em terras longínquas, não se permitiam esquecer do sonho repetindo verbalmente na Páscoa e em outras festas, em músicas, entre familiares, com as crianças, os jovens e os idosos: Ano que vem em Jerusalém!

Eles sofriam por não estarem em Jerusalém. Eles se alegravam em, simplesmente, pensar em estar qualquer dia em Jerusalém. O Salmista reflete esse desejo da alma no Salmo 137:1-3:

“Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.

Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas,

pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres,

dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.

Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?

Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita.

Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.”

Para muitos o sonho virou realidade. Estão em Jerusalém vivenciando muitas profecias de Deus à Terra Santa. Estão vivendo seus próprios e mais intensos sonhos numa nação destacada entre as demais. Destacada em sua riquíssima cultura, em tecnologia, em avanços sociais, na sua democracia, em quase infinitos avanços. Muitos judeus dispersos voltaram “voando” (em vários sentidos) para Jerusalém. Não à Jerusalém restaurada, reconstruída como em seus melhores sonhos. Ainda há sonhos a serem realizados: A restauração do Templo, em breve!, e a vinda do Messias, ano que vem (?) são os dois maiores.

 

A vinda do Messias os judeus desejam.     A volta do Messias a Igreja anseia.

Ano que vem em Jerusalém.                    Ano que vem na Nova Jerusalém.

 

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vô-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” Jo 14:1-3

Assim como os judeus não se permitem esquecer de Jerusalém e nem conseguem nós, os cristãos, devemos, como algo natural, ansear pela Nova Jerusalém! Aliás é até estranho “estarmos cabisbaixos” entranhados na terra quando o nosso Redentor se aproxima e vem do alto entre nuvens. Os discípulos, após as últimas palavras de Cristo, vendo-O elevado às alturas estavam com os olhos fitos no céu. E nós, cristãos, não deveríamos ter baixado tanto nossas cabeças! Afinal de contas nós, como discípulos, recebemos a promessa: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir.” Atos 1:11

“Consolai-vos, pois uns aos outros com estas palavras” é o que o apóstolo Paulo vai nos dizer na carta aos Tessalonicenses. Somos forasteiros aqui. Estamos sendo perseguidos. Muitos de nós, pelo mundo a fora, sendo assassinados, já “dormem”. Esse mundo vil, sob Satanás, jazendo no Maligno, não nos apraz e não deve nos atrair. Somos do alto. Buscamos as coisas lá do alto “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Fp 3:20 “Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.” Hb 11:14-16

Jesus foi preparar-nos uma Cidade. Ela é o nosso Templo. O Lugar de adoração eterna! Anjos e homens. De todas as tribos, raças e línguas. Milhões de seres pessoais bendizendo o Autor e Aperfeiçoador da nossa Salvação.

O dia se aproxima. Levantai, ó povo de Deus, as vossas cabeças pois o Rei da Glória está às portas. Virá entre nuvens nos buscar. Iremos “voando” (em vários sentidos) quando a trombeta soar e Ele nos chamar. Quem sabe, Deus o sabe, no ano que vem na Nova Jerusalém?

Como os judeus, devemos promover entre nós, cristãos, este bendito pensamento como o nosso maior anseio. Que nossas almas e mentes sonhem dia e noite com este Dia. De olhos abertos e mangas arregaçadas. Servindo ao Senhor enquanto é dia e almejando O DIA. Quem sabe em 2018?

Promovamos intimamente e de modo verbal: “Ano que vem na Nova Jerusalém!” entre nós, com nossos filhos, nas nossas Igrejas. O nosso לְשָׁנָה הַבָאָה בִּירוּשָלַיִם – “Leshaná Habaá BiYerushalaim” (Ano que vem em Jerusalém) pode e deve ser proclamado e clamado a plenos pulmões em nossos cânticos e orações fervorosas: Vem Senhor Jesus! Maranata deve ser nossa oração constante em nossas festas e no ano inteiro.

Voltemos a cantar cânticos como Vencendo vem Jesus, Num dia Lindo, Alfa e Ômega e tantos outros que vamos parando de cantar como fazíamos no início de nossa Salvação. Vamos nos reunir para cantarmos esses cânticos, Pregarmos este Sonho, contarmos às vindouras gerações da Esperança que temos e anelamos. Vamos reavivar isso em nós!

Olhemos de novo pro alto, pras nuvens de onde virá o Nosso Redentor. Ele nos levará à realização de todos os nossos insondáveis sonhos. Ele nos levará ao IDEAL de todo ser humano: perfeição num mundo perfeito amando e servindo o Perfeito Criador e Redentor e sendo infinitamente amado por ELE.

Parafraseando o Salmo 137 do anelo dos judeus por Jerusalém restaurada eu diria:

 

Às margens desta Grande Babilônia, nos assentamos e choramos, lembrando-nos das promessas do

 

Salvador acerca de Sião e seu povo.Nos salgueiros diversos que aqui há, usamos nossas harpas,

 

Pois fomos salvos e a feliz Cidade está em nós por isso: Entoamos muitos dos cânticos de Sião.

 

Como haveríamos de não entoar o canto do SENHOR mesmo em terra estranha?

 

Se eu de ti me esquecer, ó Nova Jerusalém, que se resseque a minha mão direita

 

pra me mostrar que minha alma e mente já estão ressequidas.

 

Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti,

 

se não preferir eu a Nova Jerusalém à minha maior alegria.

 

 

Ano que vem, se Deus quiser, na NOVA JERUSALÉM!

 

Vagner Lemos

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