Eli Vive!

Eli Vive!

Leia novamente e certifique-se de que leu certo o título desse artigo. Viu? Eli vive!

Não escrevo que ELE VIVE mas que Eli vive! Infelizmente Eli vive.

Felizmente ELE VIVE. Cristo Vive. Felizmente podemos confiar que porque ELE VIVE posso crer no amanhã. Eli não ficará impune! Podemos crer que as injustiças, maldades, impiedades, os descaminhos dos homens, suas incorreções e desvios terão um fim. Teremos certamente um tão sonhado Final Feliz.

O presente porém é sombrio porque Eli vive. Temos muitos deles espalhados tanto nas igrejas quanto nos lares. Líderes que desencaminham. Pastores, diáconos, pais e mães que desonram a Deus, não levando, na prática, a Palavra de Deus a sério e danificam vidas preciosas das quais ELIs prestarão conta.

A maioria de nós lembra de ter lido no livro de 1 Samuel sobre duas famílias. Uma de um homem chamado Elcana com sua esposa piedosa Ana e um menino que nasce pra ser usado poderosamente por Deus. A outra família formada por 3 homens: o grande Sumo Sacerdote Eli e seus amados filhinhos sacerdotes Hofni e Finéias.

Enquanto Ana sofria, em sua intimidade, suas dores diante do SENHOR, Eli desonrava a Deus diante da nação de Israel. Enquanto Ana cantava seus maravilhosos cânticos, o grande Sumo Sacerdote definhava em espírito e em verdade. 

Ana, uma mulher piedosa, lutava por sua família lutas não incomuns aos nossos dias. Eli, também, tinha em si e em sua família muitas coisas em comum com os dias atuais. Ana glorificava a Deus. Eli O desonrava. Ana buscava a Glória de Deus na sua casa. Eli brincava de Sumo Sacerdote. Nada diferente do que vemos hoje em dia.

Graças a Deus temos um remanescente que ainda ora, que ainda sofre com seus pecados e dos outros, que se humilha diante de Deus e que busca Sua Glória. Ainda há donas de casa, humildes e humilhadas diante de Deus, sem muito conhecimento das Teologias Sistemáticas, mas que estão quedadas aos pés de Cristo vivendo para honrá-lO.

Eli também vive. Infelizmente. 

Ele ou Eli, permita-me o trocadilho, ainda chama de filha de Belial os que oram ao Senhor em suas simplicidades e carências. Eli ainda trata os seus queridinhos com honra mesmo sendo filhos de Belial. Ele chama o justo de perverso e o perverso está perto dele. Eli vive e infelizmente está por todo o lado.

Eli prega que não se deve roubar e rouba. Ele prega que se deve amar e odeia. Eli exorta que se deve perdoar mas não perdoa. Ele diz que expressões como Eu pequei e Perdoe-me devem ser usadas por cristãos genuínos frequentemente mas nunca ouvimos isso de sua boca. Eli insiste que se deve estender a mão mas vive cruzando os braços em rejeição. Ele proclama que Cristo deve ser o centro mas não tem uma vida, de fato, centralizada nELE.

Eli vive. Infelizmente. Multidões seguem os Elis pois estão debaixo do mesmo Juízo de seus Ídolos. Um cego guia muitos outros e todos caem no abismo. A cegueira da multidão é culpa de Eli mas é juízo à multidão que preferiu se acomodar e buscar seus próprios interesses em detrimento da Verdade e da Vontade de Deus. Multidões não estão sendo enganadas. Estão deixando-se enganar e isso é JUÍZO do Alto.

Sacerdotes engordam em dia de matança enquanto suas ovelhas definham e morrem de mortes trágicas!

Sacerdotes cegos, surdos e que não falam mais, não intermediam mais, não consolam, não ajudam, não tem compaixão, não se arrependem (ou nunca o fizeram), não se santificam e assim não podem dar aos seus seguidores aquilo que Elis não tem.

A Arca da Aliança já está distante (quem lê entenda), A frase Icabode! em certo sentido pode ser dita, Cristo está do lado de fora de muitas igrejas a bater para que lhe permitam entrar. Destruídos os fundamentos….. O mundo está dentro de seus lares e igrejas e Cristo não é o Centro das vidas. Os queridinhos Hofni e Finéias continuam casando e batizando enquanto o povo de Deus tropeça nas cascas de banana das vidas de famílias paganizadas que domingo dizem servir ao Senhor, pegando com suas mãos sujas os Santos Utensílios da Casa do Senhor.

Eli vive. Infelizmente. Porém ELE vive! CRISTO VIVE! Graças a Deus. ELE é Soberano e permite que Eli viva.

Inimigos Invisíveis da Família! Cuidado.

Inimigos Invisíveis da Família! Cuidado.

Temos enfrentado muitos inimigos em variados níveis e esferas. Conseguimos ver muitos deles claramente. Hoje as pessoas zombam do casamento criado por Deus. Brincam sobre adúlteros e adultério. Ridicularizam quando um homem quer ser fiel à sua esposa. Virgindade e Fidelidade hoje são tidas como doenças graves. Gravidez virou sinônimo de coisa indesejável e ruim: “Isso é um Buxo” é uma expressão que Deus certamente abomina e infelizmente está na boca de muitos cristãos. Milhões de abortos por ano só no Brasil. Milhões de seres humanos assassinados na barriga de modo cruel. São “buxos” indesejados. São crianças nas barrigas de mulheres impiedosas.

Poderíamos citar milhares dessas lutas visíveis e que conhecemos bem. Porém as famílias e os cristãos enfrentam ataques muitas vezes imperceptíveis. Jesus disse que o Diabo veio para matar, roubar e destruir e ele tem seus súditos aqui na Terra. Mentes malignizadas orquestram por “trás dos bastidores” como o mundo deve pensar. Uma forma de pensar sendo incutida nas mentes. E essa mentalidade mundana está invadindo lugares outrora santificados. Não se vive mais em bases bíblicas em muitos lares cristãos. As bases são ditadas pela sociedade e acatadas naturalmente por milhões de filhos de Deus. “Manda quem não poderia e obedece quem não tem juízos bíblicos.” Se não estivermos bem alicerçados na Palavra de Deus tenderemos ao mundo.

O fato é que nossas mentes estão afetadas, em maior ou menor grau, pelo Sistema mundano. A sociedade nos incutiu na mente a falsa necessidade de ganharmos, sempre, mais e mais dinheiro e passamos a vida inteira acreditando nisso. Ela também nos incutiu na mente que precisamos, condição Sine Qua Non para a nossa felicidade, trabalhar, fazer faculdade, seguir carreira, acordar de madrugada e se possível nem dormir. Segundo a “sábia sociedade” não podemos ter 2 filhos! 3 é loucura! 5 filhos é prova de insanidade gravíssima. Afinal de contas, segundo ela, “a sapientíssima”, os colégios estão muito caros e caso nossos filhos não estudem nos melhores, eles não terão condições de vencer as loucas e desenfreadas batalhas das concorrências que a própria sociedade impõe. A sociedade nos propõe o corre-corre para alcançarmos a sonhada Felicidade que está bem ali na frente e depois nos deparamos com as Depressões, opressões diante de tanta pressão imposta como algo bom a ser buscado. Ela nos propõe a Felicidade assim e nos impõe a Infelicidade invariavelmente. Ela nos propõe a vida e nos impõe a morte!

A mensagem do Novo Testamento continua muito atual para você hoje: Salvai-vos dessa geração perversa e adúltera! Não se permita contaminar e ser destruído! Não permita que a sua família, que é a coisa mais preciosa abaixo de Deus, seja minada dia-a-dia, mas lute com Deus por ela! Lute principalmente incutindo em suas mentes os valores da Palavra. “Santifica-os na Verdade, a Palavra de Deus é a Verdade!”

Há um provérbio no mundo muito importante pra nós: “Dize-me com quem tu andas e direi quem tu és.” Se estivermos próximos de Deus e de Sua Palavra estaremos longe do mundo e de sua estultícia. Se estivermos longe de Deus e de Sua Palavra estaremos no mundo. Muitos de nós estão com os dois pés no mundo. Atolados! Talvez até estejam indo pra igreja domingo à noite mas o mundo está nestes e estes estão no mundo. A igreja, nesses casos, será apenas uma mera formalidade social. Seus cultos não mudarão nada em nós. Seus louvores não arderão em nossos corações e mentes. As mensagens não terão força pra mudar nada em nós, mesmo ouvindo centenas delas.

Cuidado com a mentalidade mundana que invade mentes e corações de cristãos genuínos e os transforma em “vivos mortos”, no sal insípido, sem gosto e sem valor nenhum, numa luz dentro de uma gaveta. Muitos dentre nós estão engavetados no Sistema.

Cuidado, sim, com as zombarias deste mundo perverso contra o casamento. Cuidado, também, com as tentativas visíveis de destruição da minha e da sua família. Batalhe, certamente, contra os abortos. Batalhe contra estes ataques do Inimigo, mas abra os olhos para as sutilezas que minam e destroem tanto quanto, ou até mais fortemente, nossos lares. Cuidado com os ditames desse mundo maligno. Cuidado com o Sistema que impera aqui nesse planeta. Mais do que um Sistema sem Deus ele é um Sistema AntiDeus!

Não permita que sua mente e valores sejam redirecionados.

Não aja como o mundo. Não pense como o mundo. Pense biblicamente e aja. Questione o que você faz e como você faz. Procure os porquês. Avalie se você segue nos mesmos caminhos dos seus vizinhos, colegas e parentes que não conhecem a Deus. Você marido, fala e pensa como os que não conhecem a Deus? Você trata sua esposa como seu parente ímpio trata a dele? Você esposa, trata seu marido como uma ímpia o faz? Seus filhos ajem como os filhos de pais que não temem ao Senhor? A única diferença entre sua casa e a do vizinho é que vocês vão pra igreja domingo à noite enquanto eles ficam assistindo futebol ou o Faustão?

Abra seus olhos para a feiura e malignidades desse mundo abrindo sua Bíblia todos os dias e devotando tempo para que Deus entre gostosamente em seu coração e mente. Somente assim o mundo não entrará em você. Somente assim o mundo não mandará em você. O Nosso Senhor é Outro.

Proteja a sua família. Coloque essa “camada de proteção” sobre seu lar. Abra a Bíblia pra sua família e seus olhos se abrirão para enxergar os sutis ditames de uma sociedade fadada à destruição.

Vele por sua família noite e dia. Zele por ela 365 dias por ano, 7 dias por semana, 24 horas por dia, o dia todo e todos os dias. Não cochile! Não temos tempo pra isso.

Não seja destruído como o mundo: Leia a Bíblia! Não pense como o mundo: Viva pela Bíblia! Não aja como o mundo: Seja Bíblico! Cuide de você e de sua amada família!

Vele e Zele! Vigie e Cuide! Ore e Lute.

 

Vagner Lemos

Errais não conhecendo as Escrituras!

Errais não conhecendo as Escrituras!

Hoje resolvi compartilhar com vocês uma situação que aconteceu comigo enquanto aconselhava uma irmã em Cristo com pouco tempo de conversão. Vivemos em uma época onde a cada esquina encontramos uma nova igreja dita evangélica. Pessoas que há meses atrás eram vistas em reality shows, da noite para o dia viram pastores e pastoras. Não quero dizer que nós, Batistas, somos os donos da verdade, porém o conhecimento da Palavra de Deus nos permite afirmar que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; de acordo com 1 Timóteo 4:1,2. 

Minha aconselhada está passando por um problema sério de saúde e foi levada por uma amiga a um pastor, que “resolveria” o problema dela. Esse homem ao recebê-la, “falou algumas coisas da Bíblia” (conforme disse minha aconselhada) e em seguida disse que estava vendo um lindo anjo que estava curando seu corpo com fogo e que ela teria uma grande notícia em 72h. Por estar fragilizada emocionalmente com a doença, ela chorou muito, mas não entendeu a experiência que passou, segundo ela, com um “pastor espírita”. 

Minha primeira pergunta foi: Já passaram as 72h? Ao que ela respondeu sim, então perguntei se algo tinha acontecido, e ela começando a desacreditar o “pastor espírita”, respondeu que não. Então peguei a Bíblia e esclareci alguns pontos que nós crente devemos saber:  

  1. Tudo que Deus tinha que falar para os homens, Ele já falou e está escrito na Bíblia. Não existe mais comunicação direta de Deus com nenhum homem. O que Deus não revelou é porque não quis revelar, “as coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem…” Deuteronômio 29:29; 
  2. Deus abomina a atitude do homem de querer adivinhar o futuro. “Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo.” Levítico 20:6; 
  3. Deus não promete a ninguém: cura de doença, restaurar casamento, filhos, emprego, dinheiro. O que Ele promete é estar conosco no meio da provação, nos dando alívio. “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar. 1 Coríntios 10:13; 
  4. O fato de alguém usar a Bíblia não significa que é um Cristão, afinal quem conhece muito melhor a Bíblia do que nós (para nossa vergonha!) é o diabo, que ao tentar o Senhor Jesus usou as escrituras. Então o diabo o levou à cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse: “Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo. Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’”. Mateus 4:5,6;
  5. Conheça a Bíblia! Se você não conhece a verdade, nunca será capaz de perceber uma mentira. 

 

Larissa Ferraro

Recado de Natal aos Pastores Suicidas

Recado de Natal aos Pastores Suicidas

Estamos no mês do Natal. Por isso, impelido pelo tema da encarnação do Verbo, no domingo passado eu preguei sobre as razões pelas quais o Filho se fez homem. Tomei por base o texto de 1Pedro 2.21-25. Quem prestou atenção ao sermão vai recordar do primeiro ponto: “Cristo veio ao mundo para ser modelo”. Expandindo essa tese, a partir dos vv.21-23, eu disse que Jesus nos forneceu um padrão moral a ser imitado e também um exemplo de como lidar com o sofrimento e com os ataques injustos que os incrédulos fazem contra nós.

 

De fato, Cristo se fez homem, entre outras coisas, para nos servir de exemplo. Isso, a princípio, pode parecer simplista, trazendo-nos à mente meras noções de um protótipo que exibia altos padrões morais. Contudo, arrisco dizer que nosso Senhor foi exemplo não somente no campo ético. De fato, ele foi exemplo em tudo, podendo ensinar, com sua vida, não apenas como devemos nos comportar, mas também como devemos enxergar tudo à nossa volta. Ou seja: o modelo de Cristo não aponta apenas para a forma como devemos viver a vida, mas também para o modo como devemos ver a vida.

O que quero dizer com isso? Bem, deixem-me exemplificar… Neste mês, que deveria ser de alegres celebrações, recebemos a trágica notícia do suicídio de três lideres eclesiásticos da Assembleia de Deus. Eu acredito que as causas que levam uma pessoa a tirar a própria vida são muito complexas e variadas. Porém, sem querer simplificar muito as coisas, creio que nos casos de depressão de pastores pentecostais e arminianos há pressupostos nutridos por eles que, unidos a causas mais profundas, agravam ainda mais sua angústia e desespero. 

Pensem, por exemplo, num pastor que ministra no contexto pentecostal. Na compreensão geral desse grupo evangélico, o crente tem de estar sempre alegre, vibrando sem parar, tomado de uma plenitude espiritual que o tira do chão e o conduz a arroubos de júbilo, entusiasmo e vibração constantes. Portanto, se, por algum motivo, alguém não se mostra assim nesse meio, essa pessoa é logo exortada. Dizem que ela está fora da “unção” (seja lá o que isso signifique), que precisa buscar mais a alegria do Senhor, que está vivendo na carne, longe do fervor do Espírito e coisas do tipo. Obviamente, isso lança o indivíduo cansado e triste num abismo imenso de culpa, agravando seu estado emocional. No caso de um pastor, a complicação aumenta, já que ele se sente obrigado a dar exemplo. O fardo que tem sobre si, portanto, é infinitamente maior. E se ele estiver num vale escuro, com a cabeça repleta de pensamentos de morte, essas cobranças certamente vão afundá-lo ainda mais, empurrando-o com força para direções horríveis e inimagináveis.

Agora pensem num pastor arminiano. Fundamentando-se na crença de que as pessoas têm livre-arbítrio, de que são capazes de, por si mesmas, “tomar uma decisão ao lado de Cristo” e de que a fé salvadora é uma resposta meramente humana à boa argumentação do pregador, esse homem põe sobre seus ombros a tarefa impossível de converter pecadores. Desse modo, suas homilias terminam necessariamente com um apelo para a conversão e, se esse apelo não produz resultados, a competência do tal pastor é imediatamente posta em dúvida. Ele avalia, então, seu trabalho a partir desses pressupostos e, chegando ao fim de um determinado período, vê, à luz das estatísticas, que não teve muito sucesso. Pra piorar, ele ouve dizer que na igreja pastoreada por seu colega, todos os domingos um grupo enorme de pessoas “vai à frente”. Por que o mesmo não acontece em seu ministério?

Inconformado, esse pobre pastor tenta, então, “turbinar” seus sermões com histórias emocionantes, pede para a igreja cantar hinos bem tocantes na hora do apelo, grita em alguns pontos do sermão a fim de intimidar os incrédulos, fala, por exemplo, de pessoas que não atenderam ao apelo e foram atropeladas e mortas logo que saíram da igreja, perdendo assim, para sempre, a chance de ir para o céu… Ele faz tudo isso e, no entanto, pouco ou nada acontece. Desse modo, seu valor pessoal vai lá pra baixo; sua angústia é redobrada com questionamentos acerca de ele ter sido mesmo chamado por Deus; e oponentes cruéis o criticam, dizendo que sua mensagem é fraca e estéril e que ele não tem a vocação de um verdadeiro “ganhador de almas”.

Imaginem o peso dessa imensa frustração sobre um homem já deprimido em virtude de outros fatores. Seu coração se esfria ainda mais, seu ânimo se esvai, sua auto-imagem se desfigura. Ele ora. Ele chora. Ele pensa em ir embora. E o drama atinge um grau insustentável quando se chega à conclusão de que não há mais nada a fazer ― o seu alvo de converter centenas de pessoas é, de fato, uma causa perdida. Com isso, o coração do pastor triste fica mais pesado, podendo conduzi-lo facilmente por aquelas veredas de morte que alguns têm palmilhado.

Quão mais leve seria o fardo desses pastores se tivessem Jesus como exemplo no modo como se deve ver a vida e o ministério. Sim, pois a história do Filho de Deus, em sua visita a este mundo, mostra que o homem santo nem sempre vive pulando de alegria, podendo, sim, chorar durante a noite, sozinho, num jardim, não havendo nada de reprovável nisso. Observando as coisas com os olhos de Jesus, ele também aprenderá que a fé que salva não resulta da boa argumentação dos pregadores, de sua boa retórica, de suas habilidades ou de seus artifícios homiléticos. Antes, advém da ação de Deus, já que ninguém pode ir a Cristo sem que isso lhe seja concedido pelo Pai (Jo 6.37,44,65). João realçou essa verdade, ensinando que os crentes não nasceram da vontade da carne, mas de Deus (Jo 1.12-13). E Pedro só reconheceu que Jesus era o Messias porque não foi carne e sangue que revelou isso a ele, mas o Pai que está no céus (Mt 16.16-17).

Quão aliviadoras são essas verdades para os ministros de Cristo! Como é bom saber, a partir do exemplo de Jesus, que podemos viver nossas angústias e, ainda assim, sermos acolhidos sem censura por Deus e pela igreja madura! Como é bom lembrar, sob a ótica do Senhor, que nosso papel como pregadores é apenas lançar e regar a semente, indo depois descansar, deixando o crescimento nas mãos do Pai (1Co 3.6-7). Como é bom, enfim, perceber que a verdade do seu modelo também liberta. Liberta, inclusive, da frustração, da culpa, do fardo e até da morte.

Olhem, pois, para o exemplo de Jesus, pastores tristes. Olhem para sua forma de viver a vida e para sua forma de ver a vida. Olhem para ele e sigam em frente.

Pr. Marcos Granconato

Non nobis, Domine

Do site http://www.igrejaredencao.org.br/

Força para a Batalha Espiritual

Força para a Batalha Espiritual

Estamos numa guerra. Esta é uma realidade que não apreciamos, já que as guerras só são glamorosas nos filmes e nos romances. Na vida real são cruéis e trágicas. Quem as admira, provavelmente nunca experimentou as situações limites de uma trincheira. Onde a luta pela vida gera a morte momento a momento.

Nossa guerra é diferente, mas nem por isso menos trágica e cruel, dela também dependem vida e morte. Não é contra carne e sangue, mas contra forças espirituais. É constante, não há trégua. Cada momento é uma batalha. Há dias de maior intensidade, mas todos os dias são tempos de guerra.

Para ser vitorioso é preciso o fortalecimento que vem do Senhor. É isto que o apóstolo Paulo diz na conclusão de sua carta aos Efésios“Finalmente sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). Precisamos deste fortalecimento.

Gideão foi revestido desta força na guerra contra os midianitas (Jz 6.34). Ele estava escondido num lagar (tanque onde se pisava as uvas) debulhando trigo, para impedir que a colheita daquele ano fosse tomada pelos invasores. Ali o SENHOR lhe apareceu e lhe deu a tarefa de lutar e vencer os opressores, que há sete anos dominavam seu povo. Também lhe deu uma garantia: estaria com Gideão e por isso ele venceria os midianitas como se estes fossem apenas um homem. Gideão não tinha poder nem influencia e ainda se demonstrou tímido e medroso, portanto não foi a sua força que conquistou a vitória, mas a força da presença de Deus, que lhe revestiu com o Espírito Santo (Jz 6.12-16). É desta força que precisamos para lutar contra os poderes do mal.

Outro que dependeu desta força foi Abraão, que enfrentou um tipo diferente de guerra. Uma batalha contra a incredulidade. Recebera a promessa de um filho, que geraria em sua esposa Sara e que seria o seu herdeiro. Mas o tempo estava passando. Ele já tinha quase cem anos e Sara noventa. Nenhum dos dois tinha as condições físicas de terem um filho. Seus corpos já não mais produziam o que era necessário para que uma criança fosse gerada e concebida. Mas ele continuou crendo. Não permitiu que os pensamentos de dúvidas e as circunstâncias ao redor lhe vencessem.Foi fortalecido na fé (Rm 4.20). Este é o tipo de guerra que ocorre dentro da pessoa. As circunstâncias externas atiram, buscando atingir o coração, implantar a dúvida, gerar a desconfiança e a desobediência. Com a força do Senhor, a pessoa permanece firme, relembrando e acreditando na Palavra de Deus. É desta força que precisamos para manter nossa fé nos momentos de crise. 

O apóstolo Paulo lutou um guerra constante. Tinha uma missão arriscada: pregar o evangelho. Os inimigos eram muitos. A presença de Deus lhe fortaleceu desde o início, quando foi ameaçado por seus compatriotas, até o final, quando esteve no julgamento diante do imperador. A pregação foi plenamente realizada e as pessoas ouviram o evangelho. Ele nunca desistiu, pois sabia que Deus lhe havia fortalecido (At 9.22; 2 Tm 4.17; 1 Tm 1.12). É desta força que precisamos para continuar testemunhando o evangelho, mesmo quando ameaçados.  

 Manter o contentamento foi outra batalha enfrentada pelo apóstolo. Ele experimentou muitas e variadas situações, de honra e de humilhações, de fartura e de escassez, mas o que nunca variou foi sua satisfação. Ele sempre se manteve contente, no aplauso e na vaia, na abundância e na fome. Esta guerra também acontece nos corações. É uma guerra interior. As circunstâncias são externas, mas a vitória ou derrota ocorre dentro de nós. É lá que o contentamento triunfa ou amargamos a derrota causada pelo ressentimento e insatisfação. O que garantiu a vitória do apóstolo Paulo foi o fortalecimento de Cristo. Tudo posso naquele que me fortalece, foi o que disse, quando falou de seu constante contentamento (Fp 4.11-13). É desta força que precisamos para conquistarmos a felicidade em todos os momentos da vida, independente das circunstâncias serem alegres ou tristes.

Esta força vem a nós pela graça de Cristo e não por causa de nossos méritos. Somos revestidos de força quando nos reconhecemos fracos e dependemos inteiramente da graça de Deus, que se manifesta a nós na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo. Enquanto nos acharmos fortes, capazes e lutando com nossos próprios recursos seremos derrotados. Cada dia precisamos admitir que não podemos, não somos capazes, não temos forças, não temos sabedoria. Então clamamos pelo favor de Deus, confiando que Ele é gracioso. Nós não merecemos, mas Ele tem compaixão de nós. É esta confiança que nos fortalece. Foi isso que o apóstolo Paulo disse para Timóteo: Portanto, tu, meu filho, sê fortalecido na graça que está em Cristo Jesus(2 Tm 2.1).  É desta graça que precisamos para sermos fortalecidos e vencermos as nossas batalhas diárias.

As guerras revelam o melhor ou o pior das pessoas. Nelas se manifestam os covardes e os heróis. Como nós não temos melhor, somente pior, dependemos totalmente da graça para nos fortalecer. A graça de Deus é o nosso melhor!

Pastor Almir Marcolino Tavares

Com autorização do blog: http://pastoralmir.blogspot.com.br/

Faça como Deus fez com você: Perdoe!

Faça como Deus fez com você: Perdoe!

Conhecendo o “Caminho sobremodo excelente” no qual o apóstolo Paulo nos exorta a caminhar passamos por uma expressão no final do versículo 5 que indica aperfeiçoamento de um Cristão: “O Amor não se ressente do mal.” Agir pelos parâmetros dados por Deus na Bíblia é verdadeiramente Amar. Não da maneira como nós gostamos ou de acordo com as nossas preferências e entendimento mas com base em “capítulo e versículo”. Isso é Amar!

Paulo diz que, quando amamos conforme os padrões de Deus revelados na Palavra, não ficamos, e não devemos ficar, ressentidos. Um Cristão que deve amar a Cristo em detrimento de si, que tem o Espírito Santo habitando nele, que tem O Fruto desse Espírito que nele habita, que não vive pela vontade pessoal, que vive para agradar a Deus não abre a guarda dando espaço para raivinhas, intrigas e nem para amargura, ressentimento, desgosto. Estes sentimentos se alojam no interior dos insensatos e os matam. Não seja insensato! Extraia esse “tumor” do seu peito e viva feliz e livre conforme Deus sempre planejou para cada um de nós. Quem guarda ressentimento fica preso ao passado. Sofre duas vezes. Sofre com a ofensa e com a perpetuação dela dentro de si. É tolice!

O segredo para não guardarmos amargura é imitarmos a Cristo.
Lembra de Jesus na cruz? Pessoas blasfemando contra o Deus Unigênito, esmurrando-O, caluniando, cuspindo, ridicularizando, zombando de Jesus que estava morrendo com dores terríveis! Porém, vê como Ele age? “Pai, perdoa-lhes!” Isso é o verbo bíblico Amar! É “capítulo e versículo” em ação! Jesus, na cruz, perdoa o ímpio que não lhe pede perdão e nem poderia fazê-lo pois está morto em seus delitos e pecados. “Pai, perdoa-lhe pois eu já o perdoei.”Em relação aos ímpios podemos e devemos relevar suas ofensas contra nós. Cuidado com o modo como você trata aqueles que o tem ofendido, os seus devedores.

“Pai, perdoa-lhe pois eu já o perdoei. Exatamente como Cristo fez por nós quando éramos seus inimigos.

Ninguém se parece tanto com Deus como quando perdoa. Se Ele é seu Pai, perdoe! Seja parecido com ELE.

Já no caso de irmãos em Cristo que não estão mortos em seus pecados nós temos que aplicar Mateus 18: “Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele somente.”  Do verso 15 ao 18 deste capítulo de Mateus, Jesus nos ensina como tratar dos pecados entre nós.Temos, entretanto, visto pouca obediência a esta questão de vida ou morte, santidade ou pecado do povo eleito.

Lembre-se:
Amar é não levar em conta os insultos, não ficar remoendo as ofensas sofridas, mas relevá-las no caso dos ímpios que pecam contra nós rogando a Deus que use o ocorrido para salvá-los e, do outro ponto, quando formos ofendidos por irmãos tratar a situação biblicamente como nos ensinou Jesus em Mateus.

Nós sabemos o caminho: Não se ressintam do mal sofrido. Perdoem, amem e sejam benignos, sejam úteis uns com os outros. Façam com os outros o que Deus FEZ, FAZ E FARÁ sempre com você: perdoe!

Deus, amado, ajuda-nos a nos assemelharmos conTigo! Nunca somos tão parecidos com o SENHOR como quando perdoamos! Ajuda-nos agora e arranca de nós o orgulho, a insensatez, a tolice e nos lembre e relembre que recebemos perdão de Ti todos os dias.

Por amor Àquele que perdoou todos os nossos pecados!
Que assim seja!

Vagner Lemos

Pin It on Pinterest

Para solicitar um Mezuza basta inscrever-se!

Em breve nossa equipe estará entrando em contato com você!

Aguarde nosso contato!